QueerLisboa: a retrospectiva da new media art e o que vai para além disso

A 21.ª edição do Queer Lisboa está como se quer: inovadora, actual, aguçada. Com uma homenagem à artista taiwanesa Shu Lea Cheang e o aclamado ‘God’s Own Country’ a abrir o festival, esta edição promete surpreender, como é já seu apanágio.

ALMANAQUE - Queer Lisboa 2017

Dividindo-se entre o cinema e as artes multimédia, Shu Lea Cheang chega a Lisboa para abrir os braços a esta retrospectiva do seu trabalho que será repartido pelo Cinema São Jorge e pelo MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea.

ALMANAQUE - Queer Lisboa 2017

O campo da new media art é o core da artista em ambas as vertentes, o uso da Internet como ferramenta artística, do qual Cheang foi pioneira nos anos 90. No seguimento desta linguagem, será apresentada a obra interactiva ‘Brandon’, a história do adolescente trans Brandon Teena, no MNAC — uma instalação artística que foi comissariada pelo Guggenheim de Nova Iorque em 1998.

ALMANAQUE - Queer Lisboa 2017

Para além de ‘Brandon’, Cheang apresenta também, em estreia mundial, o projecto ‘Wonders Wander’, concebido propositadamente para o Madrid Pride 2017, programa que ficará completo com uma masterclass dada pela artista e focada na sua obra.

Caberá a ‘God’s Own Country’, de Francis Lee, abrir o festival no dia 15 de Setembro, no Cinema São Jorge, parcialmente inspirado na vida do realizador e distinguido com um prémio no Sundance, na secção World Cinema Dramatic. O filme de encerramento é ainda uma incógnita.

ALMANAQUE - Queer Lisboa 2017

Na edição do Porto, que já será a terceira, o destaque vai para o realizador norte-americano Peter Friedman, cujas obras serão exibidas no decorrer do festival entre 3 e 8 de Outubro, no Teatro Rivoli. ‘Silverlake Life: The View from Here’ (1993) será o filme mais esperado, já que é considerado um dos ‘mais importantes documentários sobre o VIH/Sida e as suas implicações sociais e políticas’.

Duas edições de peso, que contarão ainda com a competição de longas e curtas, como vem sendo habitual, bem como uma sessão especial de Yan England e do seu filme ‘1:54’, no Cinema São Jorge, uma obra que retrata o bullying nas escolas.

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