Maio: CANDURA

No mês das flores e dos amores, renovam-se as vontades e reacende-se uma espécie de impressão viva que cura as maleitas dos tempos mais frios e ingratos. CANDURA é o tema que enlaça o quinto mês do ano, uma ode à pureza, à inocência dos contornos, à sinceridade que nos rodeia e que pode estar em todo e qualquer detalhe que se faça próximo.

Para ilustrar a primeira edição temática, convidámos uma ilustradora, a Sofia Sousa, para nos mostrar o que significa para ela a candura de uma rosa, uma das nossas flores do coração. Durante os próximos trinta e um dias, este será o símbolo deste nosso compêndio de acontecimentos vários.

Também de flores se faz a Kckliko – lê-se coquelicot e é a tradução francesa de papoila -, um modo de olhar os arranjos florais em total respeito pela natureza e de forma sustentável. Se é para falar de formas, contudo, talvez as peças em pele personalizadas e de edição limitada da Scarr tornem esta edição mais digna de #candura. A par da entrevista, há uma situação inesperada, vulgo surpresa, que não vão querer perder.

Avizinham-se novas rubricas, uma das quais envolve a incrível e arrojada Cláudia Lucas Chéu, mulher dos mil talentos, mas terão de esperar para ver do que se trata concretamente. Mais teremos connosco um livro que nasceu em 2013, mas que ainda deixa a sua marca na herança histórica do tricot em Portugal, o livro Malhas Portuguesas, da Rosa Pomar, também este dono da #candura própria de quem usa as mãos para criar.

Ilustração ⓒ Sofia Sousa

Canção da Borboleta

Borboleta, borboleta, borboleta, borboleta,
oh! pára, e olha-a a balancear-se por entre as flores:
é uma criança que tenta andar mas ainda não sabe.
Suavemente, as nuvens espalham a chuva

Canção dos Acomas, América do Norte, versão de Herberto Helder, em Rosa do Mundo – 2001 Poemas Para o Futuro, Assírio & Alvim, 3ª edição 2001

Comments

Leave a comment