Os caminhos de ‘Lightopia’ no novo MAAT

Nasceu e é para ser visto o novo MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, na Central Tejo, em Belém, ainda que a meia haste e com muito para dar ainda. ‘Lightopia’ foi uma das exposições em destaque até ao passado dia 4.

ALMANAQUE - MAAT - Lightopia

Para inaugurar este novo espaço museológico no coração do antigo Museu da Electricidade, foram apresentadas quatro novas exposições, entre elas uma das mais tecnologicamente interessantes dos últimos tempos em Lisboa. Falo de ‘Lightopia’, um projecto com mão do Vitra Design Museum, em parceria com a Fundação EDP, que analisa e observa a forma como a luz revolucionou tudo em que tocou.

ALMANAQUE - MAAT - Lightopia

Dividida em quatro espaços expositivos, ‘Lightopia’ torna-se rapidamente uma experiência quase surreal, de uma importância de que nem nos apercebemos e que damos por garantida diariamente. As quatro partes demonstram como a luz e a electricidade revolucionaram o que vemos e como vemos, os artistas, arquitectos e designers, a abordagem artística e a reinvenção de um sem número de disciplinas.

Viver em Lightopia, Ícone do desenho e da luz, Cor, espaço e movimento e A luz no futuro são os quatro gomos desta exposição que reúne mais de 300 obras oriundas de muitas fontes, como peças da colecção do Vitra Design Museum, assinadas por designers de renome como Wilhelm Wagenfeld e Gino Sarfatti, bem como peças de outros artistas contemporâneos, como Olafur Eliasson, Chris Fraser, Joris Laarman, entre muitos outros.

ALMANAQUE - MAAT - Lightopia

O resultado foi uma amálgama de belíssimos candeeiros e pontos de luz, luminárias, candeeiros de pé e de mesa e uma incrível instalação interactiva de Carlos Cruz Diez, ‘Chromosaturation’. Esta altera a cor da nossa pele, roupa e tudo o mais que tenhamos em nossa posse graças a três câmaras de cor néon. A percepção que temos de luz e cor altera-se completamente e esta nova realidade torna-se, a meu ver, um pouco contagiante.

ALMANAQUE - MAAT - Lightopia

Até 16 de Outubro é possível visitar as exposições ‘Artists’ Film International 2016’, ‘Segunda Natureza’ e ‘Edgar Martins. Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e Outros Interlúdios’, bem como fazer o Circuito da Central Eléctrica até 31 de Dezembro. Antes disso, abre ao público o novo edifício do MAAT, desenhado pela arquitecta inglesa Amanda Levete (Selfridges em Birmingham; Lord’s Media Centre; VA Museum), com uma programa especial de doze horas com espectáculos, performances, concertos e outras iniciativas que valerão, decerto, todo o nosso tempo e atenção.

Fotos (c) Soraia Martins

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