O futuro sem limites de Kruella d’Enfer

Com o ano a chegar perto do seu fim anunciado, sentámo-nos figuradamente com Kruella d’Enfer, vulgo Ângela Ferreira, uma das ilustradoras mais cobiçadas em Lisboa nos últimos tempos, deixando-a com uma colecção extensa e diversificada de trabalhos visuais. Com o #futuro sempre à porta, Kruella abre-nos a porta para caminhos nunca antes desvendados.

ALMANAQUE - Kruella d'Enfer

«Foi um ano bastante completo porque consegui equilibrar festivais de arte urbana com projectos indoors e trabalhos de ilustração. No Verão, sei que existe muito mais trabalho no exterior, maioritariamente a criação de murais, mas também live acts, workshops de arte urbana, projectos para festivais. No Inverno, abunda mais o trabalho de ilustração e de atelier. Tenho oportunidade de fazer mais coisas direccionadas para o trabalho comercial, como projectos de activação de marca, colaborações com marcas, projectos privados ou dedicar-me a projectos mais pessoais, como a produção de prints, postais, ilustrações novas».

Basta dar uma volta pelas suas páginas de Facebook e instagram para perceber a diversidade do seu trabalho: um mural para a iniciativa MURALIZA, em Cascais; um outro mural para o Tons de Primavera, em Viseu; ‘Uma Página para Emoldurar’ na Revista Sábado em colaboração com a Gerador; uma residência no Martinhal Family Hotels & Resorts; o festival ESTAU; estes e muitos outros projectos, comme il faut. É perceptível a evolução no trabalho de Kruella d’Enfer, um estilo que é já inconfundível e inimitável.

ALMANAQUE - Kruella d'Enfer

Não há prazo de validade para a criatividade e eu gosto de me aventurar por caminhos novos.

«Este ano foi muito bom para mim porque, para além de ter imenso trabalho, houve bastante variedade nos projectos em si. Isso fez com que a minha linguagem se fosse moldando, não só para conseguir responder a diferentes propostas, mas também para o meu estilo de trabalho evoluir e tornar-se mais forte».

ALMANAQUE - Kruella d'Enfer

O futuro é, sem dúvida, sempre incerto. Mas, para Kruella, vai para além disso: «[o futuro] não me assusta muito porque sinto que não há um fim para o que faço. Não há prazo de validade para a criatividade e eu gosto de me aventurar por caminhos novos. Sei que, se me fartar da ilustração digital, volto outra vez para as telas; sei que, se me fartar das telas, arrisco escultura. É assim que penso e é assim que me vejo a enfrentar o futuro: a arriscar».

ALMANAQUE - Kruella d'Enfer

E que futuro para os ilustradores e artistas visuais em Portugal? «Cada vez mais positivo. Já se sente uma mudança hoje em dia com os trabalhos que vão aparecendo, com as colaborações, com os novos projectos, e sente-se que os jovens têm ideias. O mais importante é que têm vontade de as pôr em prática. Sinto que faço parte e contribuo para uma boa mudança em Portugal quando recebo cada vez melhores propostas de trabalho e sou recompensada e reconhecida por isso».

Imagens (c) Ângela Ferreira

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