Fevereiro: BLANDÍCIA

Em mês de #blandícia, deixamo-nos ficar pelas manhãs chuvosas e as tardes de convalescência. É um mês de mudança(s), é certo, um mês que não chegará em dias para todos os sonhos por concretizar. É também um mês que se avistou cada vez mais perto e entrou nas nossas vidas sem que déssemos conta à primeira. Tocou uma vez e bastou para entrar.

Deixemo-nos, então, guiar pela #blandícia e pelo afago, pelos gestos de carinho, pela doçura de uma palavra lançada à desgarrada sem quê nem porquê. É um mês de celebração, também, pois este nosso {vosso} recanto completa dois anos de existência nas nossas {vossas} vidas. Ainda que as palavras nos falhem mais vezes do que gostaríamos, aplaudimos este feito em jeito honra clamorosa.

A Sociedade regressa a esta casa com eventos de interesse entusiástico e mostra-nos que muito se faz nesta oficina criativa gastronómica. Um outro regresso é de Margarida Girão e da sua nova demanda em transformar as tardes de Sábado em algo mais: colagens, lanche e duas de letra.

Juntar amigos à volta da mesa é a acção de ordem de A’Migalhada, um encontro criativo na Casa C’Alma organizado por Sanda Pagaimo {Little Upside Down Cake} e com convidados muito especiais que darão vida a workshops e a uma pop-up store.

Na capa, contamos com a ilustração de Laura Junger e a sua viagem pelos jardins botânicos entre Porto e Lisboa.


Mulher à Janela

Ela queria tomar o partido do visível,
a visão como vela armada para a viagem,
(…)
Debruçada, num ofício de corpo presente,
viu passar toda a blandícia da brisa.
(…)
estenderia o braço se o ser em cada coisa
lhe fosse dado tocar: o mundo
de que ela fosse mais que o alto-relevo
fixo para sempre na moldura da janela

Paulo Teixeira in Túmulo dos Heróis Antigos, Editorial Caminho, 1999

Leave a comment