A batalha: O Prego da Peixaria, em Alvalade

Depois de Alvalade, o mundo. Pelo menos, é assim que olhamos para O Prego da Peixaria e a sua mais recente investida num espaço amplo e especial num dos mais solaçosos bairros de Lisboa. Para nós, é uma oportunidade para uma batalha justa e por uma deliciosa causa: pregos, hambúrgueres, saladas e outras iguarias que tais.

ALMANAQUE - Batalha - O Prego da Peixaria Alvalade

Depois de um tempo de espera mais alargado do que se estimava, O Prego da Peixaria chegou num esplendor que não desiludiu, com uma decoração de estilo industrial que recorre às madeiras, aos tons acobreados e peças únicas que parecem resgatadas do mais admirável ferro-velho.

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O espaço de cerca de 300 m² com 130 lugares sentados é acolhedor e não se fica por uma sala única: para além de uma zona para crianças – num estilo escola primária – tem também um balcão que envolve o bar, no qual encontramos uma oliveira sob uma clarabóia que lhe concede uma luz indescritível. Para além de mesas, é possível sentarmo-nos a este balcão para um cocktail ou petiscos, um costume típico em qualquer bairro histórico de Lisboa, o bairro dentro do bairro.

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O PREGO ROCKABILLY da Soraia

Tendo já alguma experiência nas andanças d’O Prego da Peixaria, optei pelo prego Rockabilly, uma especialidade a que nunca fico alheia pela combinação apurada dos ingredientes.

O bife é do lombo, tenro como manteiga na maioria das vezes, gentilmente acompanhado por queijo de Azeitão, compota de cebola e moscatel no já afamado bolo do caco. Excepto um ou outro nervo na carne, este prego estava divinal, como já vem sendo apanágio da casa.

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Antes, contudo, pedi uma das novidades – pelo menos, para mim – para enganar o apetite: palitada de legumes com o tzatziki d’O Prego. Este molho grego – apesar de haver várias origens e influências conhecidas – é um dos meus preferidos de sempre e, por isso mesmo, pareceu-me lógico experimentar. Faltou aquele sabor mais forte a pepino que lhe dá um carácter distintivo, mas foi um aperitivo curioso.

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Os smoothies são uma outra novidade que quis usar a meu favor nesta batalha. Consistentes e suaves ao mesmo tempo, quase que os considero uma sobremesa ou um complemento para uma refeição leve. Escolhi o Capuchinho Vermelho, com morango, mirtilo, framboesas, banana, mel e leite de amêndoa.

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Apresentação ●●●
Serviço ●●●●
Preço ●●
Sentido de oportunidade ●●●●
Geral ●●●●

A SALADA CONSERVA da Sandra

Como já aqui se referiu, para pessoas com restrições alimentares os restaurantes onde as ementas se limitam aos pregos e burgers servidos no pão tornam-se “mundos desencantados” e as refeições são uma conta de diminuir, restando por vezes olhar para o prato do vizinho enquanto se come umas chips.

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Por isso, aplaudiu-se de pé a iniciativa deste Prego de introduzir outras opções, como a salada de conserva com folhas, coentros, romã, uvas, manga e pêra grelhada.

O peixe escolhido foi filete de anchova em azeite. Apesar de se agradecer este prato na ementa, a salada não seduziu nem despertou o paladar, culpa da conserva que entregou um peixe seco, sem sabor nem interesse. A salada fez-se acompanhar das já conhecidas chips de batata doce, estas sim, sempre a corresponder.

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Para sobremesa, numa tentativa de animar o palato, triste e desolado, escolheu-se gelado artesanal de pêra rocha e mousse de limão. Não foi o suficiente para salvar a refeição, mas trouxe algum verve ao almoço.

Apresentação ∇ ∇
Serviço ∇ ∇ ∇ ∇
Preço ∇ ∇
Sentido de oportunidade ∇ ∇ ∇
Geral ∇ ∇ ∇

Fotos ⓒ Soraia Martins

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